11.12.09

Vi por aí #12

O canal de “twistórias” da Rosana Herman. [Aliás, seguir a @rosana é diversão garantida, além de informação sobre tudo e todos, especialmente sobre o próprio twitter e suas novidades e/ou barracos e briguinhas.] As twistórias são pequenos vídeos, onde ela edita prints de tweets sobre determinado assunto. Veja alguns dos temas: o fim do mundo, fofoca, apagão, enem aí, mãe no twitter, fofurices, segredo, família, ressaca… Muito legal! Eu só queria ter tempo pra assistir tudo! O projeto dela é fazer 140 twistórias. Já vai na 57. Parabéns!!!

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[Mais] Uma polêmica sobre o uso de absorventes descartáveis. O retorno aos absorventes de pano da vovó [eca!] ou o mooncup – espécie de diafragma com reservatório, que recolhe o fluxo menstrual, é reutilizável e pode durar até 10 anos. Veja o vídeo:

Ó, sinto muito pelo planeta, mas se eu ainda precisasse disso, continuaria com os descartáveis. E os internos, de preferência. #Prontofalei

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Da série tosquices que eu não pensei existir: Barbie Três mosqueteiros.

Barbie Três Mosqueteiras - Barbie

Hã??? Pensei que os Três Mosqueteiros eram homens… E tem um “Príncipe”. Alexandre Dumas deve estar se revolvendo no túmulo. E o Cardeal Richelieu feliz da vida, porque com Barbie, Kelly, Teresa, Summer e Nikki (os Três Mosqueteiros não eram 4? Agora são 5???) ele não corre risco algum. Elas vão arriscar quebrar as unhas para defender Sua Majestade???

Confira a série de produtos aqui.

OBS: Esta “oferta do Submarino” me foi mandada via e-mail, com base nos meus “interesses anteriores no site”. Hã???????????? #MEDO.

10.12.09

Dos motivos

Andei faxinando meu google reader. De vez em quando dou uma deletada nos blogs que passam muito tempo sem atualizações. Ou naqueles que perdem o foco, ou simplesmente me fazem perder o interesse. Afinal de contas, o tempo vale ouro, e o meu está cada vez mais curto, não dá pra jogar fora um segundo que seja, rolando o mouse pra marcar como lido.

Até aí, nenhuma novidade. Sei que todo mundo arruma as gavetas e joga fora o que não está servindo. Mas hoje fiz outro tipo de arrumação. Deletei do reader uns tantos blogs que me cansam, de tanto que reclamam. Gente cinza e resmungona, que nunca vê nada bonito, nem se anima com nada. Que não sonha, não deseja, não imagina coisas novas… Gente sem sal e sem açúcar, e pior: gente amarga.

Deletei sem pena. Quero gastar o tempo que disponho em ler coisas que me levem adiante, e não que me prendam, me puxem pra pbaixo. Pra me deixar down, bastam as contingências da vida, não preciso de incentivo, não.

Quero ler e ficar feliz, como quando li a cartinha que a Camila fez para a Cris Guerra, no Hoje Vou Assim. E me identifiquei muito com essa “estudante do primeiro ano do ensino médio que não é ligada em moda”, mas que todo dia lê o blog da Cris. E vi que eu faço a mesma coisa: leio o blog porque quero vê-la sorrir!

Quero ficar feliz de descobrir um blog novo, como o da Lud, [que acho que não tem nada a ver comigo, mas me peguei fuçando o arquivo, só pra ler os títulos dos posts que começam todos com “O caso do…”] ou com o retorno da Karine ao mundo dos blogs, mesmo que seja pra falar só de bichos.

Ah, eu lembrei mesmo foi da canção antiga que fez ainda mais sentido hoje:

Esta é a canção de quem tristeza não tem, não
Que vive alegre e nunca está entregue à dor de uma paixão
Que odeia a guerra e, no entanto, a beleza do céu e da terra vive a contemplar
E que deseja que você também seja feliz toda a vida,
e o convida a cantar:
Vem, vem, vem cantar esta alegre canção, vem!
Entre na roda, choro saiu de moda, é a alegria que vem!
Mas não se torture, pois não há quem ature ao lado de gente tristonha ficar.
A vida é linda, e será mais ainda ao ver que você está sorrindo a cantar!

PS- Que fique bem claro que não estou querendo dar uma de Pollyanna, não. Só estou cansada de tanto ouvir/ler lamúrias e reclamações de quem não se toca que falar de seus problemas afugenta as pessoas. E é por isso que de vez em quando eu resolvo que não vou mais falar dos meus pepinos aqui… só que termino voltando atrás. Afinal de contas, lê quem quer, não é mesmo? O xis vermelho tá ali no cantinho, pronto pra fechar a página! ;)

PS²- Line chegou com Namorado. E depois de cumprir as obrigações (apresentá-lo aos avós, ao acarajé e ao abará), deixei a turminha em casa e vim pro trabalho.

9.12.09

Sobre a moderação de comentários

Sei que estou atrasadinha no assunto, mas num dos posts passados, quando avisei que os comentários do blog estavam sendo moderados, um dos meus leitores (o mais antigo, inclusive) fez um comentário bastante interessante, que merece ser compartilhado com vocês. Assim, como nem todo mundo abre a caixa do Mr. Halo em posts anteriores, achei que transcrevê-lo aqui (com a devida permissão) seria mais garantido. Dr. Amaury Carvalho, Advogado que está se especializando em direito na internet (ou sei lá que termo tenha a especialização dele, mas a essência é essa) tem a palavra:

“A questão de moderar os comentários nos blogs é legítima e necessária.

Quando se coloca um um blog "no ar" ele não está aberto - apenas - para amigos e conhecidos. Está aberto para TODOS, inclusive pessoas sem qualquer expressão de ética, moral ou justiça.

Realmente, já faz um tempo, que o judiciário vem condenando o "dono" do blog por comentários que ele deixa postar no seu blog. Alguns, também, foram condenados pela própria postagem do texto principal do blog.

Embora uns mais exaltados tenham partido em defesa da "liberdade de expressão", DEVE ser lembrado que a tal "liberdade de expressão" é, realmente, um direito fundamental, garantido constitucionalmente. PORÉM não é um direito absoluto.

Não se pode utilizar a "liberdade de expressão" para justificar o abuso outra pessoa, a mentira, a violência, a calúnia, a difamação, o ódio racial ou a obscenidade (dentre tantas outras coisas que costumeiramente temos visto, de forma a destruir a reputação de outrem).

O blogueiro deve ser responsável. Responsável pelo que escreve e, também, pelo que dá espaço e permite que outros escrevam na sua página.

O blogueiro deve ter, além da noção da democracia que defende a "liberdade de expressão", a certeza da existência de necessidade do equilíbrio entre os diversos direitos, afinal pode existir o "conflito de direitos fundamentais (Grunrechtskollision). Quando o exercício de um direito fundamental por parte de um titular conflita com o exercício de direito fundamental de outro titular, ocorre o choque de direitos (cf. CANOTILHO, 1993:643).

Exemplo: Direito e liberdade de expressão versus o direito a intimidade da pessoa vítima da alusão vexatória.

Percebe-se que os "titulares dos direitos" exemplificados têm suas garantias expressamente definidas nos incisos IX e X do artigo 5° , Capítulo I do Título I, capitulado pelos Direitos e Garantias Fundamentais da Constituição Federal:

IX- é livre a expressão da atividade intelectual, artística, científica e de comunicação, independentemente de censura ou licença;
X- são invioláveis a intimidade, a vida privada, a honra e a imagem das pessoas, assegurado o direito a indenização pelo dano material ou moral decorrente de sua violação.

O desafio, então, para o blogueiro (e para a democracia) é o equilíbrio: defender a liberdade de expressão e, ao mesmo tempo, impedir o discurso que seja ofensivo à intimidade e a imagem das pessoas, equilíbrio este pautado - igualmente - em direitos fundamentais.”

A título de explicação: Blogueiros estão sendo processados por conta de comentários feitos em seus blogs, e, embora provem que não foram os autores, são responsabilizados por TUDO o que é dito (escrito) em página de sua propriedade. Assim, resguardando os bens que eu nem tenho pra penhorar e pagar uma possível multa, só publico agora o que puder ser publicado, sem ofensa, injúria, calúnia ou difamação a quem quer que seja.

Tudo bem, eu sei que meu blog nem é polêmico, que não trata de assuntos que normalmente gerem confusão, mas… não custa tomar certas precauções.

Bolinhas, só pra não ficar sem dar notícias

  • O SIP (Seminário Interno de Pesquisa) onde os mestrandos apresentaram e defenderam seus projetos foi desgastante, mas passou. E todos passaram, grazzie Dio, apesar dos percalços. Foram dois dias de apresentações de 8h às 12h e 13h às 17h, e ontem depois da última, fomos pra uma festinha de despedida, aproveitando o aniversário de um dos colegas. Quero dizer, era pra ser uma festinha, mas foi uma senhora festa, com um jantar daqueles. Ó a thurma aí,  e numa foto que um dos colegas mandou imprimir e deu a cada um, num porta-retrato:

Mestrado CulTur SIP 07-12-09 006

Mestrado CulTur SIP 08-12-09 028

  • Me dei férias do mestrado até o dia 2 de janeiro. Não quero NEM PENSAR em nada que se refira à vida acadêmica. Do trabalho, só terei férias em abril. Agora, somente o recesso entre Natal e Ano Novo.

 

  • Filhote fez as provas do ENEM e acertou 61% no total, sem contar a redação. Não vi nada por aí sobre estatísticas do geral da população, mas… acho que não foi tão ruim, embora pudesse ser bem melhor.

 

  • Mamis e Papi chegam hoje de Salvador. Vou buscá-los no aeroporto, e antes de levá-los para casa vou trazê-los pra ver um apartamento que vagou no térreo do meu prédio. Muitas vantagens: 1. Térreo. 2. No meu prédio. 3. Melhor dividido do que o apto deles. 4. Me libera para encontrar um inquilino com menos restrições para o meu apto (que é embaixo do deles), se eles não morarem lá. Enfim… torçam pra que eu consiga convencer as cabecinhas duras.

 

  • Marido viaja amanhã, de novo, a trabalho, pela manhã e Line chega com Namorado, à tarde (mas isso eu já disse, né?).

 

  • Tenho um monte de fotografias para editar e entregar. É uma responsabilidade imensa, mas me sinto profundamente realizada ao entregar um serviço e o cliente fiar satisfeito. Esse tipo de trabalho apesar de cansativo, me faz muito bem!

 

  • Tô morrendo de sono. Depois do estresse dos últimos dias, essa seria a noite que eu ia dormir em paz. Mas… Marido conseguiu perder o sono às 3:10h da madrugada, e não dormiu mais, nem me deixou dormir. Agora tudo que eu queria era fechar os olhos e apagar, mas vou ter que ir ao aeroporto, Então…

 

  • Fui. Se der, quando der, eu volto.

 

PS- Ô postzinho virado pro meu umbigo, viu? Desculpaí, gente!

4.12.09

Reflexões de uma mestranda

Eu não deveria estar aqui. Não tem “necessidade de post”, já que teve a publicação do conto da Patrícia Daltro encerrando a semana de aniversário. Masss… O blog não tem necessidade de post, mas eu tenho necessidade de falar. Boquirrota e passional como sou, não dá pra aguentar o estresse de hoje até segunda sem vir desejar aqui, no meu divã particular, as minhas agonias. Lembram que eu tô sem amiga pra conversar??? E a promessa de não me queixar com vocês já foi pras cucuias, né? Então, vamos lá.

Por que eu não deveria estar aqui?

Minha dissertação está com a cabeça na guilhotina, preciso defendê-la e salvá-la da morte na segunda à tarde. E apesar do projeto estar pronto e formatado, ainda não fiz nem metade da apresentação – que é o que vai determinar minha nota – e como boa DDA que sou, cada vez que leio o bendito Referencial Teórico [que eu mesma escrevi] acho que é uma novidade. Uma novidade interessante [“Hummmm, que legal, isso! Faz sentido!”] mas uma novidade, o que significa que não está interiorizado a ponto de eu defender minhas posições com segurança.

“Ah, mas é segunda, você tem sábado e domingo pra isso.” Tenho, é? Olha só minha programação: Hoje nem vou trabalhar oficialmente, mas minha via crucis começa às 13h, na fila de espera pra fazer mamografia. [exatamente um ano após a primeira! Êeeee, eu tô ficando uma mocinha bem comportada e obediente!] Depois, às 16h, fotografar o casamento de minha amiga e manicure, no fórum. Às 19:30, chá de lingierie pra fotografar, em Itabocas, sabe Deus que horas vai acabar, e ainda pego estrada pra voltar. Amanhã, o único tempo que terei para mim  é fazer unhas e depilação, absolutamente necessários, pois irei fotografar um casamento à noite e um aniversário de 15 anos no domingo.

Essa montanha de compromissos me angustia, e preciso colocar música movimentada pra ficar compatível com a adrenalina (ouvindo o canal “rock clássico” na sky). E além de tudo isso e na verdade por tudo isso, me questiono: Eu tenho mesmo que estar vivendo desse jeito???? Até onde o mestrado vai me levar?

Depois da Exposição, tive bem claro na mente que meu caminho é fotografar, e não ensinar fotografia, como imaginava que seria. Já tive um monte de idéias para projetos que podem ser financiados via editais oficiais de cultura e afins… e só vou concluir o mestrado pra não deixar pela metade, é ponto de honra. Mas minhas pretensões com a carreira acadêmica estão descendo a ladeira numa velocidade assustadora. Doutorado, então… só se cair no meu colo, de um jeito especial, quase milagroso. Fora isso, tem a minha livraria-espaço cultural que tem piscado cada vez mais na tela dos meus sonhos.

É isso, galera. Esses dois dias (sábado e domingo) serão intensos e pesados, apesar de prazerosos, nos momentos de fotografar. Os dois seguintes (segunda e terça) também serão intensos, e imagino que nada prazeros, mas é um tempo que TENHO que passar. O bom é que VAI PASSAR. E na quinta, uma alegria e uma dor: Filhota chega com Namorado para passar 20 dias [nesses 4 anos, nunca passou tanto tempo!] e Marido viaja a trabalho, pra passar uma semana. Pelo menos uma coisa compensa a outra…

Não tenho posts programados para esses dias, o que não impede que eu apareça aqui, ao vivo e a cores. Mas… se eu sumir, não pensem que eu morri. Porque I will survive!!!

 

PS- Pra quem estranhou, ativei a moderação de comentários. Os motivos estão mais do que na cara, basta ouvir/ler as notícias de blogueiros processados e condenados por opiniões expressas nos comentários. Então… guenta aí que eu libero, ok?

“A Estátua” – Patrícia Daltro

Hoje é sexta-feira, e encerramos oficialmente as publicações  dos contos selecionados no Concurso de 4º aniversário do Deixoler. Fiquei mais do que satisfeita com a comemoração desse aniversário. Agora só imagino o que é que vou ter que inventar para o próximo ano…

A Estátua – Patrícia Daltro

“Estava quase chegando na praça, quando ouviu os passos. Um roçar leve, imperceptível, mas que ecoaram em seus ouvidos como um rufar de tambor.

A rua estava deserta, quase às escuras. Prendeu a respiração e acelerou o passo. A outra pessoa imitou-lhe.

Um suor frio escorreu-lhe da fronte, as mãos úmidas agarraram-se na alça da bolsa. Queria olhar para trás, enxergar quem a seguia, mas não tinha coragem. E, se fosse algum assaltante? E, se fosse algo pior? A mente já não raciocinava mais, só pensava em chegar em algum lugar seguro. Olhava desesperadamente as casas, mas não havia nada, a não ser uma escuridão feroz. Os olhos cheios de lágrimas, lutando contra o pânico.

Seu coração bateu desgovernado, quando além dos passos, começou também a ouvir o sibilar de uma respiração.

Estava na praça agora. Após ela, sua casa e a segurança. Escura e deserta, a praça parecia morta, cemitério de bancos e brinquedos.

Um som metálico chamou seu nome. Virou-se, sufocando um grito quando finalmente soube quem a seguia. A sua frente, a velha Estátua da praça abriu um sorriso e parou.

Involuntariamente caminhou na direção da Estátua. Estremeceu quando esta lhe tocou a face. Ainda assim, deixou-se tocar.

Sentiu que deveria reagir, fugir. Mas, não conseguia. Estática, mantinha-se ali, deixando-se desbravar por dedos metálicos.

Aproximaram-se e um beijo longo e gelado uniu suas bocas. Era como estar se afogando, sentir-se tragada por um mar de águas salgadas, frias e distantes. Então, um frio intenso pareceu-lhe congelar as entranhas, o som de seu coração passou a soar cada vez mais lento e distante e uma escuridão caia-lhe sobre os olhos.

Quando percebeu, lutava para livrar-se daquele abraço, tentando libertar-se daquele beijo que lhe sugava a alma, o frio cada vez maior, entorpeciam-lhe os membros...

A manhã encontrou-a sozinha na praça, os raios de sol a reluzirem no metal suave de seus cabelos.”

3.12.09

Microcontos – Cinthia Kriemler e Dilermano Martins

Encerrando a publicação dos microcontos participantes do Concurso de 4º Aniversário, hoje são os de Cinthia Kriemler, de Brasília:

Microcontos Cinthia 1

Microcontos Cinthia 2

Microcontos Cinthia 3

Microcontos Cinthia 4

E os de Dilermano Martins de Rio GrandE (Mas bah, guri!).

Microconto Dilermano 1

Microconto Dilermano 2

Mais uma vez, muito obrigada a todos os participantes, e a vocês, o meu carinho.

2.12.09

Lipstick Jungle - Again

Quando fui a Salvador pra abertura da exposição no Pelourinho quase não curti a cidade. Foi trabalho no duro, pancadão mesmo. Mas  precisava imprimir o texto de apresentação e fomos ao Iguatemi; enquanto esperávamos o tempo do laboratório fotográfico, rodamos pelas americanas, fuçando CDs e DVDs. E eu comprei [nem lembro por quanto, mais foi baratinho, e ainda veio um batom da avon de brinde] a 1a temporada de Lipstick Jungle.

Assisti a temporada toda nessas últimas semanas, e tornei a ficar pensando na necessidade que a gente [mulher] tem de ter amigas. E eu, especialmente, por ser filha única, do verbo sem irmão nenhum, valorizo as amizades e sinto falta quando por algum motivo, fico sem esse contato feminino.

Hoje, quando li o post da Ivana, comentei lá que “não tenho bando”. E é verdade. Estou sentindo muita falta do convívio com meninas. Minhas [poucas] amigas locais estão cada uma com seus problemas, e a correria da vida nos afasta. Quando não conseguimos ter um contato periódico forçado por um grupo social (escola, facul, igreja, família), a gente vai se acomodando ao cansaço do dia a dia e termina se entocando em casa.

Quando me vejo chegando em casa todo dia tarde da noite (do trabalho, gente, do trabalho!), fico querendo aproveitar qualquer tempinho pra ficar em casa, pra dormir (já que durmo tarde e acordo de madrugada), pra ficar agarradinha com Marido, e… aí já era o pique de sair de casa e inventar programas.

Também, vou ser bem clara: Amiga que deixa de ser amiga porque você separou, porque você não vai mais pra igreja que ela vai, porque casou de novo, ou seja, porque você deixou os padrões que ELA achava que você tinha que seguir… Não é amiga, né? #prontofalei.

Agora, falando sério, que tal minhas amigas blogueiras de longe marcarem um LuluzinhaCamp aqui em Ilhéus, pra a gente se encontrar, conversar muito, rir muito, comer muito, e fazer tuuuudo muito??? Eu providencio uma casa na praia pra a gente passar um fds e levar um monte de porcaria pra comer (ou então vocês testam as habilidades culinárias). Hein? Hein? Hein????

As fotos abaixo foram de encontros com blogueiras que ficaram registrados. Outros não foram… mas ainda serão. ;)

      (Clica na foto e vai pro blog!)

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Chico

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Tá valendo o convite, é de verdade. Ah, Carol vai vir em fevereiro, de 19 a 25. Se vocês quiserem aproveitar esse período… eu vou AMAR.

Off Records: E quem sabe eu não dê um jeito de casar nesse período…?

“Prosa e Poesia” – Elaine Gaspareto

Continuando a série de publicação dos contos finalistas do Concurso de 4º aniversário do Deixoler, hoje trago para vocês um dos quatro contos enviados pela Elaine, Prosa e Poesia.

Quando era menina Marina vivia escrevendo poemas em cada pedacinho de papel que lhe caía em mãos. Com o tempo seus poemas podiam ser encontrados nos lugares mais inesperados: debaixo de almofadas, nas dobras dos lençóis, nos potes de farinha. Eram poemas curtinhos, que falavam de um amor bonito, que sempre dava certo, que sempre era feliz no final.

Marina cresceu. Os poemas passaram a ser escritos em agendas cor de rosa, que Marina guardava bem escondidas, pois poemas adolescentes contêm segredos... Marina começou a desejar viver um amor como os que ela descrevia em seus poemas.

Então ela conheceu o menino mais bonito do mundo. Todo poema parecia pálido para descrever tanto amor, tanto querer e tanto desejar.

Marina engravidou aos 17 anos. Aos 20 teve o segundo filho. Os poemas agora falavam de solidão e de medo. Medo de engravidar outra vez, medo do menino mais bonito do mundo ir embora. Mas o menino mais bonito do mundo não pensava em ir embora. Ao invés disso ele passava o tempo todo maravilhado com aquela esposa tão bela, tão cheia de poesia; começou a escrever coisas para ela. Não era poesia, era prosa. Escrevia romances possíveis, falava do amor imenso e lindo dele pela poesia dela. Falava dos filhos perpetuando tanto amor, tanto querer.

Com o tempo seus contos começaram a ser encontrados em lugares inesperados: na gaveta das fraldas do bebê, nas toalhas de mesa, nos potes de farinha.

Quando o filho mais velho foi à escola pela primeira vez o pai comprou para si um caderno de bichinhos igual ao do menino. Caprichava na letra para que o filho pudesse ler um dia. E a poesia dela mudou novamente. Falava de alegria, da festa que era a casa. Voltou a falar de amores felizes. Falava do amor que dava certo.
Os filhos cresceram e aprenderam a ler através do caderno de bichinhos tantas vezes renovado do pai e da agenda cor de rosa da mãe. A poetisa e o menino mais bonito do mundo vivem felizes para sempre.

Ontem publicaram o terceiro livro escrito a quatro mãos: metade prosa, metade poesia.

1.12.09

Flores de jambo

Eu sempre desejei fotografar o chão colorido de rosa com as flores de jambo que caem, mas nunca consegui. Sempre via os jambeiros de longe, e nunca conseguia parar e fazer as fotos.

Hoje passei por vários jambeiros, aqui no campus da UESC, e aproveitei a oportunidade, apesar de não ser com Sua Majestade a Nikon. Fiquei um tantinho frustrada, pois a cor não saía certa, por mais que eu mexesse nas parcas configurações da câmera compacta.

Outro motivo de frustração foi a distância: As árvores geralmente são muito altas e não estava conseguindo mesmo captar o que eu queria.

Enquanto caminhava em direção à biblioteca, passei por um jambeiro adolescente. Com poucas flores no chão, mas as dos galhos estavam numa altura que viabilizava as fotos que eu queria! Êeeee!!!

Vou repartir com vocês:

Não são lindas????

Microcontos – Carlos Mascarenhas e Patrícia Daltro

 

Os 12 Microcontos enviados serão publicados hoje e quinta-feira.

Os de Carlos Mascarenhas (Marido) que fazem referência à nossa Ilha, com seus problemas e possibilidades:

Microcontos Carlos

Microcontos Carlos 1

Microcontos Carlos 3

 Microcontos Carlos 4

E os de Patrícia Daltro, sendo que o primeiro foi o grande vencedor.

Microcontos Patrícia 1

Microcontos Patrícia 2

 

Os prêmios já estão comprados e serão encaminhados via correio ainda esta semana. Estou na correria de trabalho/mestrado/todo o resto, mas dou conta, ah, dou. (#EmpoderadaTotal)

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